A sobrecarga invisível da maternidade: quando o cansaço não aparece, mas pesa

 

A sobrecarga invisível da meternindade

Ser mulher por si só já é um grande desafio. Ser mãe, estudante e ainda trabalhar fora é algo que a gente até tenta nomear, mas, por mais que tente, continua sendo difícil. Podem dizer por aí que as mulheres são fortes, que aguentam qualquer parada, mas por trás dessa fortaleza existe um coração que também precisa de cuidado.

A sobrecarga invisível da maternidade não chega anunciando sua presença. Ela se instala aos poucos, no acúmulo de tarefas, na lista mental que nunca termina, no cansaço constante que nem sempre o descanso resolve. É invisível porque foi naturalizada. Esperam que a mãe dê conta. De tudo.

A carga mental que acompanha a maternidade e o trabalho

Além do trabalho fora, dos estudos, da casa e da criação dos filhos, existe uma carga que quase ninguém vê: a carga mental materna. É a mãe que lembra dos compromissos da escola, da consulta médica, da roupa limpa, da comida do dia seguinte, do prazo no trabalho, da prova da faculdade. Mesmo quando existe um companheiro presente, a responsabilidade de organizar e antecipar costuma recair quase sempre sobre ela.

Essa sobrecarga não tem relação com falta de amor. Amar os filhos não elimina o cansaço. Amar a família não impede a exaustão. Há dias em que a gente ama profundamente e, ainda assim, só gostaria de parar por alguns minutos para respirar sem precisar resolver nada.

Quando o esquecimento vira culpa

Diante de tantas tarefas, é absolutamente normal que esqueçamos de algo. O problema é que, raramente, esse esquecimento vem acompanhado de compreensão. O que costuma aparecer primeiro é a culpa. Culpa por esquecer um compromisso, por perder a paciência, por não render no trabalho, por não conseguir dar conta da casa ou por simplesmente sentir cansaço.

Essa culpa também faz parte da sobrecarga invisível da maternidade. Ela nasce de expectativas irreais, da ideia de que a mãe precisa dar conta de tudo com excelência, sem falhar, sem cansar, sem reclamar. Mas esquecer não é descuido. Errar não é desamor. Muitas vezes, é apenas exaustão.

Falar sobre isso também é autocuidado. Quando colocamos em palavras o que pesa, a culpa diminui. Entendemos que não se trata de falha individual, mas de excesso. De carga demais para uma pessoa só sustentar todos os dias.

Sugestões reais para aliviar a sobrecarga materna

  • Abandone a ideia de perfeição. O suficiente já é mais do que suficiente.
  • Divida responsabilidades sempre que possível. Pedir ajuda não é fraqueza.
  • Inclua você na sua própria rotina. Pequenas pausas também são cuidados.
  • Reconheça seus limites sem culpa. Há dias em que não dá, e tudo bem
  • Converse com outras mulheres. Compartilhar vivências acolhe e fortalece.

Cuidar de si também é cuidar da família

A sobrecarga invisível da maternidade precisa ser vista, nomeada e respeitada. Mulheres não precisam ser fortes o tempo todo. Precisam ser humanas. Precisam de apoio, escuta e espaço para existir além das funções que exercem diariamente.

Cuidar de si não é egoísmo. É sobrevivência. E, muitas vezes, é também um ato profundo de amor — por você e por quem caminha ao seu lado.


Talvez valha a leitura:

Passe o mouse sobre a capa para ler mais sobre o livro e Clique na imagem para pedir o seu. 

 
Maternidade sem Culpa

Maternidade com Autoamor

Mãe, fora da Caixa

Como tem sido a sua vida materna? 
Tem conseguido contornar os desafios do dia a dia para cuidar um pouco de você?


Postar um comentário

0 Comentários